terça-feira, 26 de junho de 2012

Gosto...

Sabe do que eu gosto?
Gosto de pessoas - inteiras, companheiras, verdadeiras, educadas, com atitude e coragem, sem preconceitos, que dá a cara-a-tapa e saiba conviver com os defeitos. Gosto de chocolates, os mais doces. Paixões, as mais difíceis, mas que no fim eu possa dizer que valeu a pena. Lições, talvez duras, mas que dê um incentivo maior. Músicas, todos os tipos e ritmos. Dança, de uma forma incrível. Recordações, as mais significativas, emocionantes e que, em sua essência, tragam as maiores alegrias.
Gosto da saudade, saudade dos momentos bons, da infância. Palavras, as sinceras e bonitas. Risadas, todas. Conversas, dos mais variados assuntos. Da confusão, pouca. Dor, como forma de aprendizado. Lágrimas, para limpar a alma.
Gosto do  bruto, mas sensível. Do amor, incodicional. E da liberdade sem limites. Insistência, com sentido. Sinceridade. Paz. Amigos. Família. DEUS.
Gosto da poesia, da prosa. Da melodia e da companhia. De você e de mim. Do forte e do frágil. Da atenção e do abraço, verdadeiros. Do beijo e do gosto. Manias e gírias. Do frio e das meias estações. Gosto do contato, estar ali pertinho. Do filme e da balada. Do respeito e do sorriso.
Gosto do sol, da bagunça, do oi, da chegada. Da matemática, da história. Dos romances, do impossível e do desconhecido. Da ousadia, da confiança, da insanidade, da reciprocidade.
Gosto de escrever, de agir, de sonhar, de sentir, de dançar, de me entregar, de ser, de VIVER.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

"É aquela velha história. Amor, pra mim, só dura em liberdade. Nasci pra ser livre e – quem quiser – que me aceite assim. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega. Sou guerreira. Sou druida. Sou filha da lua. Quero sempre o voo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce. Tenho um jeito de viver selvagem, mas sou mansa com quem merecer. Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?
Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir por que o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. Meio gato, meio gente. Desconfiada. E independente. E adoradora de todos os luxos e lixos do mundo. Quer me prender? Nem tente. Quer me adorar? A escolha é sua, meu amigo, vá em frente!"
Fernanda Mello