quarta-feira, 11 de abril de 2012

Frieza: mecanismo de defesa ou jeito de ser?

Frieza
 "Os teus olhos são frios como as espadas,
E claros como os trágicos punhais,
Têm brilhos cortantes de metais
E fulgores de lâminas geladas.

Vejo neles imagens retratadas
De abandonos cruéis e desleais,
Fantásticos desejos irreais,
E todo o oiro e o sol das madrugadas!

Mas não te invejo, Amor, essa indif'rença,
Que viver neste mundo sem amar
É pior que ser cego de nascença!

Tu invejas a dor que vive em mim!
E quanta vez dirás a soluçar:
"Ah, quem me dera, Irmã, amar assim!..."

(Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade")

Hoje, conversando com alguns amigos, surgiu uma dúvida.
Há algum tempo que já vinham me dizendo que sou fria e, as vezes, indiferente.
Assim veio a questão: Minha frieza é um mecanismo de defesa ou meu jeito de ser?
Acho que, como cada pessoa é de um jeito, eu sou de um jeito com cada pessoa. Mesmo com isso, não deixo de ser eu mesma, sempre.
Muitas vezes, sou de uma forma em que as pessoas me interpretam mal, como me falaram hoje.
Contrários, eu sou.
Um dia, quem sabe,  eu descubra o que realmente é, defesa ou jeito.